Mídias sociais Mobilizam Denilson Com As Marcas · Notíc

24 Apr 2019 09:27
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<h1>Marketing As 10 Marcas De Chocolate Mais Queridas Nas Redes sociais , Entenda A Credibilidade Das Redes sociais Pro Seu Neg&oacute;cio</h1>

<p>O Grupo Globo divulgar&aacute; nesse domingo os seus novos princ&iacute;pios editoriais. Pela pr&aacute;tica, um guia pra regular o jeito de seus jornalistas nas redes sociais. A organiza&ccedil;&atilde;o quer que os jornalistas tenham um modelo de posicionamento pela web que n&atilde;o coloque em tra&ccedil;o o que a todo o momento foi muito caro ao discurso hist&oacute;rico do grupo: a isen&ccedil;&atilde;o. As frases “isen&ccedil;&atilde;o” e “isento” foram escritas 16 vezes no editorial de p&aacute;gina inteira assinado por Jo&atilde;o Roberto Marinho, presidente do Conselho Editorial. A medida afeta todos os que trabalham em lugares como Tv Globo, jornais O Globo e Extra, r&aacute;dio CBN, revistas da Editora Globo (como a &Eacute;poca), e G1.</p>

<p>A ideia, segundo texto assinado por Marinho ao qual tivemos acesso, &eacute; “tentar ao m&aacute;ximo nos despir de tudo aquilo que possa p&ocirc;r em indecis&atilde;o a nossa isen&ccedil;&atilde;o”. Segundo o documento, o grupo considera toda m&iacute;dia social potencialmente p&uacute;blica - mesmo que postagens estejam restritas somente aos amigos em grupos fechados como o WhatsApp. O medo &eacute; o vazamento de O Confronto &agrave;s ‘fake News’ E A Massa De Indecisos Nas Elei&ccedil;&otilde;es o rep&oacute;rter e, desse jeito, “inabilit&aacute;-lo” a exercer o jornalismo.</p>

<p>“Isso n&atilde;o &eacute; admiss&iacute;vel, uma vez que a isen&ccedil;&atilde;o &eacute; o principal pilar do jornalismo. Perder a reputa&ccedil;&atilde;o de que &eacute; isento inabilita o jornalista que se dedica a reportagens a desempenhar o teu trabalho”, diz o texto. Falar sobre este tema avalia&ccedil;&otilde;es privadas entre amigos no WhatsApp? S&oacute; se o jornalista tiver uma vaga “confian&ccedil;a absoluta” no interlocutor. Ele passa a ser respons&aacute;vel pelas atitudes de terceiros. No texto de exibi&ccedil;&atilde;o &agrave;s recentes regras, Marinho diz que est&aacute; s&oacute; fazendo “recomenda&ccedil;&otilde;es”.</p>

<p>&Eacute; a &uacute;nica vez que a express&atilde;o aparece pela p&aacute;gina. Neste momento a palavra “deve” aparece 26 vezes, pela maior quantidade delas em feitio impositivo. “Sei que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio, por&eacute;m dou por aqui um ou dois exemplos”, escreve Marinho. N&atilde;o que o jornalista deva se abster de investir em bolsa (uma atividade privada), por&eacute;m que ele necessita evidenciar em teu perfil p&uacute;blico em quais companhias investe.</p>

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<p>Melhor do que bloquear comportamentos que interferem pela vida pessoal do jornalista, o projeto quer apostar em transpar&ecirc;ncia. O texto mistura apoiar um candidato pol&iacute;tico com apoiar uma ideia ou uma tese, e quer controlar at&eacute; mesmo os likes dos funcion&aacute;rios. “Esses jornalistas n&atilde;o precisam nunca se p&ocirc;r como quota do debate pol&iacute;tico e ideol&oacute;gico, muito menos com inten&ccedil;&atilde;o de colaborar pra vit&oacute;ria ou a derrota de uma tese, uma quantidade que divida considera&ccedil;&otilde;es, um prop&oacute;sito em briga. Isso acrescenta endossar ou, na linguagem das redes sociais, “curtir” publica&ccedil;&otilde;es ou eventos de terceiros que participem da guerra pol&iacute;tico-partid&aacute;ria ou de ideias.” O jornalista &eacute; contra a pena de morte?</p>

[[image https://wordstream-files-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/styles/simple_image/public/images/social-media-advertising-report.jpg?uMjb0nXkqKk608ByfGpzsNwj5au693tc&amp;itok=REQr9clv&quot;/&gt;

<p>N&atilde;o poder&aacute; curtir um postagem sobre isso. Deseja o encerramento da luta &agrave;s drogas? Sil&ecirc;ncio. &Eacute; contra a corrup&ccedil;&atilde;o? Acredita em aquecimento global? Quer mais cotas nas universidades? O comunicado diferencia reportagem de colunas, e permite aos colunistas que continuem emitindo opini&atilde;o. Como vai funcionar em casos como o de Alexandre Garcia, por exemplo, que frequentemente senta pela bancada do Jornal Nacional, n&atilde;o como comentarista, todavia como apresentador?</p>

<p>Ele poder&aacute; seguir no Twitter debochando da morte de mulheres, compartilhando “Eu eu com isto? ” ao dialogar um estupro, ironizando uma m&atilde;e brasileira que foi separada do filho pela imigra&ccedil;&atilde;o dos Estados unidos ou escrevendo que o fim da contribui&ccedil;&atilde;o sindical obrigat&oacute;ria &eacute; para terminar com os “pelegos”? Sem entrar no m&eacute;rito de suas considera&ccedil;&otilde;es, todos estes assuntos s&atilde;o cobertos pelo Grupo Globo. Duas frases conseguem sintetizar o norte filos&oacute;fico por tr&aacute;s da carta: “O jornalista do Grupo Globo, sem exce&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o podes, por &oacute;bvio, criticar colegas de suas reda&ccedil;&otilde;es ou de reda&ccedil;&otilde;es de competidores nas redes sociais. Como Construir Sua Estrat&eacute;gia Em Redes sociais /p&gt;
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<p>O cr&iacute;tico acaba a toda a hora por se reduzir diante do p&uacute;blico.” &Eacute; a interdi&ccedil;&atilde;o do debate de ideias e, principlamente, a compreens&atilde;o de que ser um jornalista cr&iacute;tico - e poder criticar republicanamente os colegas - &eacute; ser um jornalista menor. Bom mesmo &eacute; treinar a domestica&ccedil;&atilde;o. Os fundamentos assim como abarcam assuntos prosaicos. “O jornalista necessita evitar criticar hot&eacute;is, marcas, corpora&ccedil;&otilde;es, restaurantes, produtos, companhias a&eacute;reas etc., mesmo que tenha tido uma m&aacute; experi&ecirc;ncia”. Em caso de incerteza sobre postar ou n&atilde;o postar, o Grupo Globo &eacute; taxativo: “A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o &eacute; consultar a chefia”.</p>

<p>Se o cidad&atilde;o foi sacaneado por uma organiza&ccedil;&atilde;o de telefonia ou de plano de sa&uacute;de, &eacute; de agrad&aacute;vel tom consultar o chefe com inten&ccedil;&atilde;o de saber se poder&aacute; continuar publicamente indignado. Jornalistas do grupo que conversaram com a gente ao longo do Congresso da Abraji, que ocorre por esse t&eacute;rmino de semana em S&atilde;o Paulo, se mostraram, em geral, indignados.</p>

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